quinta-feira, 20 de maio de 2010

LAS DUEYDYERAS DE UN TCHIRIKENITO MUY TCHIKITITINYO

Galerinha, galerinha!! Meus caros povo e pova, os quais espero que de muito, mas MUITO boa vontade, pelo menos PAREM pra ver que este cidadão mui pretensa e ironicamente (segundo os que G"D tem a paciência e a oportunidade de conviverem comigo) leso-à-majestade (sic) está a escrever! Gente, por favor! (Momento mendicante agora!) nem que seja pra dar uma olhadelazinha, vai?

Enfim, só sei que NESSE EXATO MOMENTO quando leio o que minha "frô pratónica", Jackeline Montibeler (sim, meus amigos, a nossa futura membro da ABL, ou futura ganhadora de algum Pulitzer brasileiro ou do original mesmo.... podem confiar!), isso meio que indiretamente me inspirou a ESCREVER. Pura e simplesmente a ESCREVER nesse blog, só que não sei o que, como sempre - e olha que já deve fazer cerca de UM ANO que num posto NADICA DE NADA nesse treco, hein?

Só sei que depois de ler as suas elocubrações metafísicoamorosas, talvez machadianamente dignas dum Omar Khayyam (e a rasgação de seda começa, meu povo!! Mas é merecida, porque pelo menos eu achei e acho, MUITO bom! Escreve MUOOOOOOOOOINTCHO BEM, essa moça!) me deu vontade de postar alguma coisa, meio que "exercer" alguma atividade digitocerebral, mesmo que falando "stricto sensu".

Nas outras postagens, nem me lembro do que eu eu falei, mas nessa de hoje, acho que vai ser uma manifestação da NERDICE, no sentido mais "pitoresco" da palavra (visitem o blog do meu mano Ariel, o Mah Pit'om, que cês vão entender do que que eu tô falando!).

Na Internet, tem aparecido uma galera aí que se diverte em "criar mundinhos", e mais especificamente, tais "mundinhos" são oriundos das LÍNGUAS que eles inventaram. Tal fenómeno não é novo, pois "titio" Tolkien, na sua obra-prima "O Senhor dos Aneis" foi talvez o pioneiro nesse sistema. Pois ele criou os IDIOMAS primeiro, pra DEPOIS criar uma "mitologia", uma "história" das nações que falavam tais idiomas.

A genialidade linguística dele, o qual inventou inclusive uma espécie de "sincronia" e "diacronia" imaginárias, dos idiomas élficos principalmente, tem inspirado gente de tudo quanto é lugar do mundo - NÃO EM LARGA ESCALA, que fique bem claro! - a criar e padronizar idiomas inventados. São as chamadas "artlangs" ou "línguas artísticas", criadas com o único propósito de DIVERSÃO!! Tipo: "Bora criar um idioma? Demorou, vamo fazer aí!"

Daí surgiram com o passar do tempo, vários grupos, e vários autores, também, que criaram línguas próprias pros seus universos ficcionais, de acordo também, com a demanda, em alguns casos - algumas delas, como as de Tolkien e mais especialmente o Klingon, do Marc Okrand que criou o Atlanteano, e agora o Na'Vi, do Paul Frommer, pro filme Avatar, parecem ter seus "clubes de entusiastas", sendo que o Klingon se transformou num fenómeno POP de fato!

Daí, dentre outros projetos, existe o Láadan, que procura trabalhar com a hipótese de Sapir-Whorf, que tenta interrelacionar linguagem, pensamento e formação cultural/visão de mundo, já que a linguagem "laadanesa" seria essencialmente FEMININA, e portanto, expressaria a visão de mundo de acordo com as mulheres (se li direitinho); e além disso, há gente que cria "grupos" onde montam-se histórias alternativas pro planeta Terra, com direito a línguas imaginárias, às quais, talvez caberia serem chamadas de "what-if-languages", porque seriam como resultados de prováveis mudanças históricas (vide, por exemplo, o Brithenig, o Breathanach, o Wenedyk, que trabalham as hipóteses de "Que (what) línguas os celtas ou os poloneses falariam caso (if) fossem romanizados?" Eu curti bastante o resultado obtido, e achei bem bolados os projetos, principalmente (opinião MINHA) o Breathanach e o Wenedyk), como ocorre no grupo "Ill Bethisad" (O Universo, em Brithenig).

Entretanto, acho que trocando de pau pra cavaco, e indo BEEEEEEEEEEEM mais lá pra trás, pessoas de certos meios religiosos JÁ criavam idiomas ou códigos de comunicação, que basicamente serviam para que iniciados os aprendessem. Eram como se fossem línguas secretas, vide por exemplo, o Damin, de Papua-Nova Guiné, e o Bâlâybalan, no Irã. Mais pra frente, ou talvez numa mesma época que pelo menos o Bâlâybalan, uma freirinha, se num me engano, criou um sistema onde SÓ ELA entendia as glosas e os escritos que ela fazia, e tal código ficou conhecido como "Lingua Ignota" ([a] língua desconhecida, em latim). Mas além dessas línguas "religiosas", dentre outras, existiam pessoas preocupadas com a questão das línguas no mundo. Eles pesavam as coisas e pensavam: E SE rolasse de UMA SÓ LíNGUA servir pra GERAL, pra num ter mais o problema de confusão? Descartes, Leibniz, Komenský, dentre outros, pensavam nessa coisa: comunicabilidade baseada no tripé objetividade, clareza, facilidade no aprendizado (sinceramente, eu não li ABSOLUTAMENTE NADA na fonte, eu só tô tentando fazer uma coisa meio "de trás pra frente", sacaram? Porque se a galera que faz as auxlangs ou "línguas auxiliares" pensa da mesma forma... então, né? É do que é antigo que o pensamento se renova, tô mentindo ou não, meu povo e minha pova? :D).

Com as bases filosófica assentadas, começou a corrida - BEM TARTARUGAL, a passos MAIS-QUE-LENTOS, é óbvio! MAS é aquilo: para se começar uma caminhada, é necessário que se dê o primeiro passo, como dizem os chineses!

Daí, começaram a surgir propostas de "idiomas zonais", que CLARO, conjugados com as respectivas políticas de "pangermanismo", "paneslavismo", "pan-isso", "pan-aquilo", só faltando o "pan-de-ló" (sic), eram transformados em armas de influência para que a população aderisse aos (assim também chamados) movimentos nacionais(isso sou EU que to achando!! Quem quiser que ME CORRIJA que a gente tenta endireitar depois, isso aqui é passível de correções SEMPRE - claro que com links DECENTES, de preferência, a coisa flui MUITO melhor, né não?! :D), e aí, o "pandemónio" começava.

Afinal, né? Assim, era a Primavera dos Povos, a galera tava se descobrindo, era o "afã da juventude nacional" em seu mais extremo porralouquismo esclarecido! NÓS SOMOS OS TAIS, OS OUTROS QUE SE DANEM!! Era assim ou não era? Por favor, opiniões, minha gente (mas por favor, sejam educados, porque a minha ignorância é bastante sensível, tá? :D)

Nessa "guerra de culturas", existiam pessoas que pensavam: mas isso num tá certo MESMO!! Essa palhaçada precisa acabar!! E como a língua, em si, é uma porta de entrada pra cultura de QUALQUER povo, vambora tentar fazer uma só língua!

Então... Johann Martin Schleyer, padre católico alemão, acho que bávaro, num sei, disse que "numa revelação em sonho" havia concebido uma ideia que poderia ser "a chave para salvar a humanidade das guerras através da compreensão mútua" (Oras, a sacada da língua como base pra que uma cultura seja formada os outros caras JÁ TINHAM, e tavam querendo usar os mesmos argumentos pra formarem os respectivos ESTADOS - e talvez até hoje seja assim, vide o caso Roménia x Moldova, que na boa: possuem O MESMO idioma, mas pelo menos os moldavos ASSEVERAM que falam MOLDAVO e não ROMENO! :S Ou então os sérvios, bósnios, croatas, montenegrinos... Talvez os eslovenos, não sei...preciso ler mais a respeito.

Enfim, CADA UM TEM o direito de formar a sua própria nação, com sua própria cultura, leis e governo, o grande lance que tem que haver é a diplomacia. Só isso!)

Bom, voltando ao assunto, mesmo com algumas tentativas, de que somente alguns poucos tinham notícia, Schleyer foi o primeiro a virar o "popstar da língua universal", a qual ele batizou de VOLAPÜK (VOL(A) = (do)mundo, mundial - do inglês "world" e provavelmente do alemão "Welt"; PÜK = língua - de "speak", falar. Era também conhecida como Weltsprache [língua mundial, em alemã] ou Zwischensprache [= "interlíngua"]).

E aí foi o BOOM!! Nego dizendo: PRONTO!! Seus problemas acabaram!! Isso vai ser a solução pra todos os conflitos... Bom, meus caros... é aí é que a tragédia começa!

Por que? Ora, simplesmente com o sucesso, foi fundada uma "Academia da Língua Internacional" (Kadem Volapüka), com o intuito de divulgar e "controlar" a língua internacional sucesso de vendas no mundo todo, blockbuster linguístico do barulho, YUHU!! Só que "titio" Schleyer num curtiu muito a ideia, não, né? Afinal, ELE que era o criador, então segundo ele, ELE deveria ter a decisão final em qualquer assunto. Só que, a não ser que a gente tenha PLENA CONFIANÇA EM DEUS, e assim, possa através da FORÇA que vem DELE, IN CHRISTI NOMINE SANCTISSIMO, abstrair todo e qualquer obstáculo e ir com tudo, que nem vaca braba, a realidade é mais dura que a ficção - sabe igual nas novelas, aquela coisa de sócio majoritário, sócio minoritário...? Acho que a comparação serve nesse caso!

Onde foi que paramos...? AH, sim, a BRIGA, o CONFLITO!! Um cara chamado Arie de Jong, e não sei se um outro cara, o Dr. Kerkhoff, os comandantes da Academia, eram partidários duma reforma democrática, onde não poderia haver um PADRÃO RÍGIDO pra língua, mas FLEXÍVEL, como acontece em toda a língua: algo que perpetuasse o idioma, fazendo com que este EVOLUISSE com o passar do tempo. A codificação que ganha "vida", digamos assim. Schleyer, por sua vez, bateu o pezinho, e disse "NÃO, NÃO MIL VEZES NÃO!"

Por ironia, nem mesmo o Volapük deu solução pros conflitos, HEHEH!!

ENTRETANTO, durante esse período, um médico judeu polaco, chamado Eliézer Ludwig Zamenhof ou Ludwig Lejzer Zamenhof, por causa de brigas de bairro entre judeus, russos, polacos e alemães - tipo, Bialystok (o "l" tem um tracinho inclinado bem no meio, e por isso leia-se "Biáuistok), tentava solucionar o problema começando da cidadezinha, e depois, do mundo (uma atitude idealista, tanto quanto a de Eliézer Ben-Yehudah, o cara que exatamente na mesma época, com a intensa propagação do Sionismo, tava tentando restaurar o "orgulho judaico" através da restauração do idioma hebraico, como idioma FALADO NATIVAMENTE).

O Esperanto, logo quando foi lançado, também foi um BOOM!! GERAL querendo aprender, GERAL aderindo ao movimento... E a grande sacada de Zamenhof, foi fazer o que o Schleyer NÃO FEZ: democratizou a língua!! Ele inventou, mas deixou que ela seguisse o seu rumo, como qualquer outra língua!!

Como foi com o Volapük, congressos e mais congressos foram sendo feitos... mas nem tudo são rosas, como foi com o Volapük. Louis de Beaufront e Louis Couturat resolveram inventar "melhorias" no Esperanto, e assim, criaram o IDO, seu mais acerbo rival, HAHAHAHAHA!

Bom, a partir disso, fundou-se uma Comissão pra uma língua internacional (ou meio que "se fortaleceu" a instituição que de Kadem Volapüka tornou-se a "Academia Pro Interlingua" [PEANO, p. 5]).

Enfim, e assim, a confusão se consolidou: QUAL LÍNGUA PODE SER USADA COMO "PONTE" PRA QUE TODO O MUNDO SE ENTENDA?

Uns dizem: o inglês é e será a língua-ponte, da mesma forma como era o francês, no século XIX, outros dizem que a "Língua internacional do futuro" será o mandarim (coisa que eu DUVIDO que seja, porque é TONAL e a escrita é DIFICÍLIMA sem uns 4 anos de estudo, talvez PRO BÁSICO!!). Os entusiastas dizem que será uma das línguas auxiliares planejadas, devido a sua simplicidade, lógica, funcionalidade...

Mas na minha humilde opinião, acho que essa de uso internacional, seja um tanto utópico ou BEEEEEEEEEM distante, caso haja tal grande distância no tempo!! As necessidades são concretas, hoje em dia, e essa de "saber idiomas" torna-se meio que um "diferencial" (isso é a galera que me fala, porque "aprender" é como Bruce Lee fala: "Não pense, SINTA!" Porque você SENTINDO a coisa fluindo, cê NUM SENTE NADA de aprendizado, e com a circulação da coisa... entenderam?). Então, pelo que GRAÇAS A DEUS tem dado pra experimentar, o consenso a que temos chegado é esse: aliar as línguas inventadas (auxiliares ou não) no aprendizado das línguas "naturais" acho que seja a opção mais viável. PORQUE: linguisticamente, tais linguas inventadas vão procurar ser LÓGICAS em seus conceitos e na prática também (= gramática normativa/descritiva), e geralmente vão tentar ser mais INTERNACIONAIS possíveis, ou seja: pega daqui, pega de lá... e pronto!! :D

Seja na estrutura, no vocabulário, entre outros aspectos, elas vão tentar em suma, ser CLARAS, CONCISAS e acima de tudo FUNCIONAIS e DISTRATIVAS, ou seja: GRAÇAS A DEUS o princípio de "aprender brincando" é levado a sério, e com efeitos práticos (vide a experiência feita na Escócia, com a galera do Esperanto que GRAÇAS A DEUS pode aprender francês de forma menos "puxada" ou "cansativa" e pode dominar MELHOR o vocabulário!)

Tais línguas, acho que ajudam a tornar a visão do que são as bases da "mecânica da língua" mais lógica, e assim, o inventado aprendido, leva junto depois o natural (eu mesmo, GRAÇAS A DEUS digo que Esperanto e sua estrutura me ajudaram a passar num teste de Português, matéria de Morfologia, na faculdade!)

Enfim, gente, depois desse lengalenga todo, vambora pra ação?? Aqui agora vão algumas sugestões de línguas inventadas (auxiliares) que podem ser de grande ajuda:

* Esperanto = pode servir como base pra qualquer idioma, em se falando de gramática formal: morfologia, sintaxe... porque ele procura pegar tudo o que há de mais objetivo NA SUA FORMAÇÃO, e para que haja uma COMPREENSÃO IMEDIATA do conteudo a ser dito e/ou falado, sem contar que possui uma VASTA literatura, e usa isso como meio de formar a gramática, segundo deu pra ler aqui.

*Ido = também acho válido, se estudado junto com o Esperanto, sem essas coisas de "movimento", etc. etc. É bastante lógico, e pra quem depois quiser se aprofundar na história da Interlinguística, acho que é validíssimo estudá-lo, tanto quanto o Esperanto.

*Interlingua IALA / Latino Sine Flexione = são Ó-TI-MAS pra quem quer ter uma noção mais lógica e concisa do funcionamento de várias línguas românicas (acho que exceto o romeno, porque esse tem declinação, e o vocabulário é de origem bastante variada, tornando-o, assim, talvez um dos idiomas mais ricos do ramo neolatino), inclusive o funcionamento do português, há pelo menos um artigo sobre a formação de palavras em interlíngua, que são utilíssimos para entender os afixos na língua português, MUITO interessante

*Slovianski = GRANDE ferramenta, pra quem quer aprender idiomas eslavos. É de um esquema mais naturalista, ou seja, mais "parecido com o natural", mas com uma lógica concisa e única, específica do idioma, e que dá base pra aprender pelo menos como que funciona o esquema das línguas eslavas.

Eu iria colocar o Slovio, mas enfim, nem sei se ainda tá pronto direito, a proposta dele é a de ser um Esperanto pros eslavos, ao passo que o Slovianski seria a Interlingua IALA...

Bom, gente, MUITOS vão dizer que eu tô ficando maluco, que isso é linguisticamente inviável, num sei... que eu tô pirando a cabeça... Bom, GRAÇAS A DEUS se a gente procura primar pela FUNCIONALIDADE, vamos adquirir primeiro uma visão mais FUNCIONAL, TREINAR esse nosso lado linguístico duma forma "lúdica", e ao mesmo tempo "objetiva", porque é como a gente diz: G"D, PRA TUDO dá-se um jeito!

Bom, gente, qualquer correção, opinião, comentários (educados, por favor, sem palavrões ou coisas chulas, OK?)... CASO haja alguma boa alma a comentar LEGAL, fique à vontade!!

FIQUEM COM DEUS, todos vocês, DEUS OS ABENÇOE EM NOME DE JESUS!! AMEN e AMEN :D

ABRAÇÕES, galera!! :D

LOVE YOU ALL!!